terça-feira, 15 de julho de 2008

Nosso tempo e espaço

As coisas tem seu lugar no tempo e no espaço. Um mundo cresce ao nosso redor. Nós o moldamos ou seus contornos pré-determinados guiam nossas mãos ? Levantei essa questão no final do post anterior pensando na forma como percebemos a passagem do tempo: nas alterações fisicas ao nosso redor. Onde antes havia um terreno baldio e hoje existem um shopping modernoso pensamos "nossa o tempo passa, as coisas mudam". Ver algo reformado, melhorado costuma evocar em nós lembranças de antigamente. De como era um lugar, de experiências vividas. O tempo também provoca emoções e sentientos. Só que isso é assunto para um post mais adiante.

A sombra de uma criação pode estar oculta no espaço ? Em uma enorme rocha pode existir uma grande estátua pronta para ser esculpida ? Pensar no tempo é também pensar no espaço. Nesses dois elementos, diametralmente opostos e concomitantemente complementares, residem a força da criação. Espaço vai além de saber o lugar em que se está e em que momento. Esse espaço pode ser o ponto de onde observamos a multifacetada e intrincada jóia do tempo. Muito embora insistamos em ver um lado por vez dessa jóia, ela acontece simultaneamente em todos os espaços

Faça uma experiência. No instante em que você caro leitor ou cara leitora, lê esse texto, ao mesmo tempo, num futuro você estará desligando seu micro e num passado poderá estar ligando-o (esse gerundio está digno de um atendente de telemarketing). Outra forma. Converse com alguém. Durante esse papo, mentalmente evoque uma conversa dita como essa mesma pessoa no passado, talvez nesse mesmo lugar. Tente traçar um parelelo com a conversa de agora.

Tente imaginar a confusão estabelecida na cabeça de um humilde relojoeiro quando Albert Einstein provou que o tempo difere de um lugar para o outro "que tudo é relativo". Com certeza esse humilde relojoeiro questionou-se sobre a validade de seu oficio. Isso num instante que o tempo industrial é ratificado como um mero elemento de controle das atividades industrias e regente da vida urbana. O tempo das atividades campestres, que remonta a forma como era visto entre os arcades e os nômandes é insuficiente na compreensão de seus "ciclos naturais".
E o tempo volta a ter uma nova importância cientifica e quântica, irradiando novas luzes nos olhares da ciência e da filosofia.

Em cada monumento ou lugar estão registradas as impressões dogitais da ação do tempo. Mas as impressões mais vividas essas estão na memória e no coração. Assuntos para os próximos posts.

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